quarta-feira, 3 de março de 2010

Deputados aprovam PEC sobre piso salarial de policiais e bombeiros

Rio - A Câmara dos Deputados aprovou, no fim da noite de terça-feira, em primeiro turno, proposta de emenda à Constituição (PEC) que institui piso salarial para servidores policiais civis e militares. De acordo com o texto aprovado, a remuneração dos servidores ativos, inativos e pensionistas integrantes das polícias Civil e Militar, incluindo os bombeiros militares será fixada em lei federal.

Pela proposta aprovada, até que a lei federal institua o piso nacional e o índice de revisão anual, o valor para o menor cargo ou graduação (soldado) será de R$ 3,5 mil e de R$ 7 mil para o menor posto ou patente militar (oficial). A proposta estabelece o prazo de 80 dias após a promulgação para o inicio da implantação do piso nacional.

A aprovação do piso nacional ocorreu após muita polêmica e discussão no plenário da Câmara. Muitos parlamentares chegaram a criticar o comportamento dos policiais de vários estados, que desde as primeiras horas de terça-feira realizaram manifestações na Esplanada dos Ministérios e nas áreas próximas ao Congresso Nacional, inclusive atrapalhando o trânsito.

Depois de muitos discursos, com elogios aos policiais e criticas pela forma que foi conduzida a manifestação para pressionar os deputados a votarem a PEC, os parlamentares aprovaram uma emenda aglutinativa (reunião dos textos das PECs que tratam da questão salarial dos policiais) pela quase totalidade dos presentes.

Votaram a favor 393 deputados e dois se abstiveram. Os destaques que visam a alterar o texto aprovado devem ser apreciados nesta quarta-feira. A discussão e a votação da PEC foi acompanhada pelos policiais que lotaram a galeria. Também as dependências externas do Congresso foram ocupadas pelos PMs.

A PEC precisa ainda ser votada em segundo turno pelos deputados. Depois será encaminhada para novas votações no Senado.
Fonte: Jornal o DIA - 03/03/10

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

CONVITE

A UNICOMPOL - União dos Comissários de Polícia do Estado do Rio de Janeiro, tem a honra de convidar Vossa Excelência para a cerimônia de posse de sua diretoria, biênio 2009/2010, a realizar-se no dia 29 de janeiro de 2010, às 18:00, no auditório da FASP - Federação das Ass. e Sindicato dos Servidores Públicos do Estado do Rio de Janeiro, situada na Rua Senhor dos Passos, número 241 - sobrado - centro - Rio de Janeiro.

Não deixem de comparecer.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Confraternização

Prezados Amigos e Colegas.

Ficou combinado anteriormente, que haveria um almoço de Confraternização e ao mesmo tempo entrega das Moções, aos colegas, que não tiveram a oportunidade de participação da solenidade, realizada pela ALERJ, pois bem, este dia chegou.

Dia: 27 de novembro de 2009 ( sexta-feira)
Horário: 12:00 h
Local: Churrascaria Fandango.
Endereço: Rua Gonçalves Dias - 56 - Sobreloja - Centro - Rio de Janeiro / RJ.

Tel.: (21) 2252-5521

Valor: R$ 44,00 por pessoa - ( churrasco rodízio, guarnição e saladas )

- Bebidas e sobremesa não estão incluídos.

A reserva está em nome de : Mary

Por favor queiram confirmar presença, para efeito de reserva, pelo e-mail ou telefones:


* E-mail : maryqoliveira@yahoo.com.br


* Cel: 9997-5765 ( Mary )
9962-8105 ( Hespanhol )

Vamos lá pessoal...afinal... são poucos os nossos momentos juntos...sua presença com certeza... é indispensável.


"Existem homens que lutam um dia e são bons; existem outros que lutam um ano e são melhores; existem aqueles que lutam muitos anos e são muito bons. Porém, existem os que lutam toda a vida. Estes são os imprescindíveis."
Bertolt Brechet


PS. Queriam por gentileza, comunicar aos colegas que vocês tiverem contato.

Obrigada.

Mary

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Carteira

Prezados Colegas.

Para solicitar a Carteira Funcional de Comissário:

1. Se dirigir ao Setor de Carteiras, que fica no 1º andar do prédio-sede da PCERJ - Rua da Relação - 42 - Centro - RJ.

2. Preenchimento de Formulário - retirado no próprio Setor de Carteiras - com os seguintes dados:

nº Carteira de Identidade
CPF
CNH - Categoria
PIS/PASEP
Filiação
Data nascimento
Naturalidade
End. residencial
Telefone para contato
Grupo Sanguineo - Fotro (RH)

3. 02 (duas) fotos 3x4 - Fundo Branco e Recente.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Policiais do Rio não têm tratamento psicológico adequado, diz pesquisadora.

Tragédias constantes estariam agravando saúde mental da tropa.
Helicóptero derrubado por traficantes ainda atormenta equipes.

Aluizio Freire
Do G1, no Rio
Durante dois dias, um policial militar foi visto várias vezes chorando pelos cantos, chutando portas, esmurrando paredes ou jogando jornais para o alto. A reação explosiva e descontrolada, segundo contou um colega dele ao G1, começou no dia seguinte ao enterro de um dos ocupantes do helicóptero que foi derrubado a tiros por traficantes no dia 17 de outubro, no Morro dos Macacos, na Zona Norte do Rio.

“Todos nós sentimos, somos humanos, mas há quem não consiga se conter e queira botar a revolta para fora. É uma pessoa que precisa de atenção psicológica, como qualquer um”, ressalta o colega, que também se queixa de várias noites de insônia e irritação.

A professora Edinilsa Ramos de Souza, pesquisadora do Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde Jorge Careli (Claves/ENSP/Fiocruz), que realizou em equipe um estudo sobre as condições de trabalho, saúde e qualidade de vida dos policiais civis e militares do Rio, concorda.

“Os agentes de segurança pública têm que fazer frente à criminalidade crescente e fortemente armada. Esse episódio do helicóptero é um exemplo. Eles estão passando por uma pressão grande. São cobrados para dar uma resposta à sociedade. São eles que se expõem a esses riscos. E, muitas vezes, acabam lesados, feridos, incapacitados ou perdem a própria vida”, afirma.

Segundo ela, o serviço de saúde que as polícias Civil e Militar oferecem não atende às necessidades dos integrantes das instituições. “É muito pouco para atender um efetivo tão grande. É um atendimento deficiente”, diz a pesquisadora, que entrevistou policiais em momentos de crise.

“Eles reclamam muito do estresse provocado pelos riscos a que são submetidos. Mas, também, da falta de reconhecimento, da sociedade e da instituição, salários baixos etc. Eles se ressentem de tudo isso. E são fatores que afetam o desempenho profissional”, aponta.

"É preciso considerar que a vitimização de policiais militares é maior do que a da população do Rio", acentua a pesquisadora.


Segundo o presidente da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar, Wanderley Ribeiro, “não existe um acompanhamento psicológico de policiais envolvidos em casos mais extremos”.

Falta de assistência permanente

“Eles são treinados para o combate, confrontos armados, mas numa tragédia como essa, do helicóptero, em que viram de perto a morte dos companheiros, precisam ter uma atenção para que recuperem o controle e a tranquilidade para o trabalho. Mas, infelizmente, a corporação não se preocupa com isso, apenas com a imagem da instituição”, afirma.

“Falta um programa permanente de assistência psicológica. O que eles criaram é um quadro de oficiais psicólogos que tratam o paciente como subordinado e não como uma pessoa que precisa de ajuda”, acrescenta Ribeiro.

O Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Rio de Janeiro (Sinpol) também aponta falhas no atendimento psicológico oferecido aos agentes.

“O serviço de assistência social para o policial que precisa de apoio não tem uma cultura de avaliação do quadro do paciente. Muitos colegas se perdem pelo estresse constante, acabam se jogando no vício do álcool ou cometendo até suicídio. Conheço vários casos”, revela o comissário Franklin Bertholdo, 62 anos, 36 deles dedicados à vida policial. Ele faz parte da diretoria do sindicato.

PM explica projeto

Em resposta às críticas, a assessoria da Polícia Militar informou que a corporação possui o Projeto Renascer, que visa a recuperação de policiais militares e seus dependentes que possuam algum tipo de compulsão, seja ela droga, álcool, sexo ou mesmo jogo.

A nota diz ainda que o serviço conta ainda com um Programa de Assistência Psicológica para PMs envolvidos em "Ocorrências com Potencial de Risco de Estresse Pós-Traumático".

A assessoria da Polícia Civil não respondeu ao G1 até a publicação da matéria.

Fonte: G1